GOSTARIA EU DE TER O DOM.

Quando comecei a reler a  obra Oração aos Moços (Barbosa, Rui, meados 1920) obra que havia lido muitas e muitas vezes, mais uma vez me surpreendi!

Desta vez foi diferente, quando realizei que já havia eu dobrado o cabo do meio século, passei a ler, com outro sentido, mais entristecido, muito mais cético, as palavras do mestre das palavras.

Disse ele, apenas nos dois primeiros parágrafos: 

 “Não quis Deus que os meus cinqüenta anos de consagração ao Direito viessem receber no templo do seu ensino em S. Paulo o selo de uma grande bênção, associando−se hoje com a vossa admissão ao nosso sacerdócio, na solenidade imponente dos votos, em que o ides esposar.

Em verdade vos digo, jovens amigos meus, que o coincidir desta existência declinante com essas carreiras nascentes agora, o seu coincidir num ponto de intersecção tão magnificamente celebrado, era mais do que eu mereceria; e, negando−me a divina bondade um momento de tamanha ventura, não me negou senão o a que eu não devia ter tido a inconsciência de aspirar.”

Se qualquer professor, nos dias de hoje, ou em todos os que estarão ainda por vir, escolhesse essas palavras para dirigir-se à turma, pergunto-me, qual seria a reação ?

E esses foram só os dois primeiros parágrafos …

 

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